sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ausência tua

Olhei para o lado: Vazio.

Ausência tua ou ausência minha?

Janela aberta, cigarro aceso.

A brasa diluindo fez-se parte das luzes e do tempo

Lá fora, o vento, o caos, o barulho

Olhando aqui de cima nada parece urgente.


Mas aqui dentro, a sua voz,

A minha voz,

Num compasso rápido,

Embaralhando tudo.

A janela em desespero

E o interior grita socorro.


Bateu.


Cheiro doce esse teu, amargo nos meus lábios

Seus.

Era o vento me beijando.


Silêncio. Escureceu.


(Ausência tua)

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