O mar é sempre um mistério.
E essas ondas enfurencidas
Como quem ama em desespero
Sentado e inarredável
Os meus olhos quase que viram você.
Apressada
Abstrata
Distante
Desfeita.
De nada, foi um prazer.
(...)
Aqui, em cada grão, no aconchego desse chão
Parece até o alento do colo ausente de quem eu falo
Ah, e não tem amor que dê jeito
O vai e vem dessas ondas que me ferem
E que me regam o peito.
Feito os desfechos incabíveis
Do nosso amor inacabado.
Também não me ves, porque és ausência.
Te vejo porque sou companhia, cicatrizada.
Mar aberto, calmo
Cheio de tudo e cheio de nada.
Eu te fumo. Tu me tragas?
Flor. Desabrochada.
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